T~ENIS

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terça-feira, 30 de março de 2021

Tênis Olympikus Quasar

 

O design clássico de Olympikus Quasar ganha um toque urbano com texturas e detalhes inusitados. O solado traz o conforto de um tênis esportivo com o EVASENSE, que proporciona leveza e maciez a cada pisada. O antiderrapante GRIPPER garante a tração e a durabilidade de um modelo feito para resistir a qualquer tendência. 







O tênis foi desenvolvido para lhe proporcionar um maior conforto e ergonomia para a pratica de esportes. Com designer fino, serve como um belo sapatênis!


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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Sabonete Phebo: O último resquício de civilização em um mundo de barbárie

Ohomem ao meio da selvageria apega-se ao último sinal de refinamento como uma criança aperta contra o peito seu bichinho de pelúcia favorito. Na mão do homem, bem guardado pelos dedos cerrados, repousa um sabonete Phebo. Sem dúvida a magnum opus da Granado Pharmacia, empresa responsável pelo sabonete entre dezenas de produtos, o Phebo é uma joia rara no comércio brasileiro. Sua linha mediterrânea (“Figo da Turquia”, “Tuberosa do Egito”, Alfazema Provençal”, “Cedro do Marrocos” e “Limão Siciliano”) transcende a responsabilidade com a higiene pessoal do corpo, da virilha, do bumbum e atrás da orelha. Os sabonetes Phebo são uma viagem no tempo, são o cheiro de avós, uma homenagem à tradição. O tipo de sabão que ultrapassa a pele e limpa até a alma.
Eu não vou julgar se, na intimidade do box embaçado, você abrir a boca e morder o Phebo. Morde, vai. Mastiga. Sob efeito do Phebo, você se transporta dessa miséria, do aluguel, dos boletos de contas empilhados em cima da escrivaninha (cheia de adesivos de marcas de skate) que você tem desde os 14 anos. Sob efeito de Phebo, você vira um barão balonista voando pelos ares cantarolando uma melodia do Rimsky-Korsakov. Só a caixinha dos sabonetes Phebo já é mais elegante e sofisticada que a maioria dos itens de decoração das nossas casas.
Disco de vinil na parede é o equivalente decorativo do blazer com camiseta de cultura pop, um equívoco assustadoramente popular que deixa seu quarto com cara de bar de rock do interior. Outro cenário recorrente: alguém critica Romero Britto e você pensa “caraio,que artista de altíssimo calibre intelectual essa pessoa gosta? Rothko? J.M.W. Tuner?” e aí descobre que ela coleciona toy art, boneco, bonecrinho, hominho. A arte em E.V.A., mesmo feia, é a menos pior das três, pois já estimulava o lado criativo da sua tia-avó anos antes da popularização do livro para colorir de adultos. O fato é que E.V.A., disco de vinil ou toy art: nada chega perto da elegância tradicional da embalagem do sabonete Phebo.
Talvez seja a classe média impregnada no meu sangue, mas Ph com som de F é a coisa mais chic que existe, ainda mais com essa fonte. E a ilustração botânica? O obsoleto ofício que uniu a ciência e arte repousa agora lindo e melancólico em uma caixa de sabonete.
O produto de 100g custa 3,50 reais e dura entre duas semanas e um mês, um mês e meio, dependendo do seu comprometimento com a higiene. O preço é um pouco acima da média do mercado, mas vale completamente. Qual suas outras opções? O exagero clean do sabonete Dove? A funcionalidade sem charme do Protex?
Mas para o Phebo ser considerado um real agente da civilização ele não deveria oferecer algo além do que más línguas reduziriam apenas como “um cheirinho de gente velha”? Pois ele oferece. O crescimento desenfreado da população é a principal ameaça ecológica e econômica dos nossos tempos, uma bomba populacional que explode gradualmente e vai eliminando os recursos do planeta enquanto desencadeia uma variedade de catástrofes climáticas. O Phebo é a solução.
A média do tempo de banho recomendado por autoridades em racionamento é 5 minutos. 5 minutos é inviável para ter a a viagem astral consequente do Phebo. Phebo não é sobre cheirar bem, sobre ficar limpo. É sobre a experiência. Mas você não quer ser um colaborador na destruição da Terra. O que fazer? Deixar de ter filhos para poder tomar banhos mais longos na companhia do Phebo.
O cálculo.


Uma pessoa gasta 12 litros a cada 2 minutos de banho. 2.400 litros por mês. A média de gasto numa vida é 2.160.000,00 milhões de litros d’água. Se você não tiver filhos, você instantaneamente ganha 360 mil minutos extras para tomar banhos longos sem culpa, sem remorso, entregue ao Phebo, dignificando sua existência. Eu abriria mão de um filho por mais tempo com o Phebo. Eu tenho certeza que você também. Alexander Fleming ganhou um Prêmio Nobel em 1945 pela descoberta da penicilina, diminuindo a mortalidade em 300%, sendo, de certo modo, responsável pelo boom populacional e pela crise hídrica em que vivemos. Quantos prêmios Nobel os sabonetes Phebo merecem por solucioná-la?
Acesse o link para compras:


terça-feira, 10 de setembro de 2019

Magazine Você

Por muitas vezes quando nos apresentamos como divulgadores do Magazine Luiza, as pessoas estranham, não acreditam e acham que é mais um golpe na praça. Nestes mundos, tanto  o virtual quanto o real, existem diversos maneiras de passar a perna em alguém. E geralmente quem tomas as rasteiras são os menos avisados ou os que querem se dar bem, pagar bem pouco por algo que custa muito. Estas duas coisas juntas, geram um prejuízo gigantesco para estas pessoas e lucros enormes para os golpistas. 
Pois bem, descobri à pouco tempo a possibilidade de trabalhar com o marketing digital, que no meu caso, nada mais é do que pesquisar e compartilhar aos meus contatos as melhores ofertas, sejam elas de eletrônicos, vestuários, tecnologia, alimentação, serviços, enfim. Todas as coisas compráveis, eu posso lhe ajudar, pesquisando, estudando a melhor forma de pagamento, prazo de entrega, melhor frete e se necessário for, a montagem.
Hoje divulgo as mais diversas marcas, mas tudo se iniciou com o Magazine Você.
E hoje comprtilho com vocês o vídeo da dona do negócio, dizendo à vocês que somos reais!




segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Unindo o clássico literário ao futuro musical



No sábado dia 20 de julho, deu-se início ao Circuito Coopermusp  de Literatura e Música tendo as presenças de Clemente, mostrando o seu trabalho literário e  a jovem cantora Ingrid Sarauja.  

O Circuito é uma iniciativa da Cooperativa de Músicos da Periferia, sediada no Jardim São Bento, Capão Redondo, bairro efervescente na cena cultural da capital. Fundada em 2006 por Marcos Tecora Teles, o espaço abriga não apenas músicos, mas também técnicos e produtores, que apresentam propostas de abrir as portas para profissionais da música desenvolverem seus trabalhos artísticos de forma suste­ntável.


Logo na primeira noite do evento, a mistura de gerações, de um lado Clemente (Inocentes e Plebe Rude)residente da zona norte que relatou histórias de lutas e dificuldades no final dos anos setenta, epóca em que as oportunidades se faziam mais escassas e que demoravam  mais para acontecer. O músico sentiu na pele, literalmente, as barreiras impostas pela sociedade que não enxergava com bons olhos o movimento punk. Tido como anarquista e pertubador da ordem, nada mais era que uma forma dos jovens terem voz, numa fase histórica e tão repressiva, que ainda presidia o poder. E do outro, Ingrid Sarauja, jovem nascida e criada na região do Capão. Entre uma aula e outra, saia mais cedo da escola para frequentar os saraus da quebrada e neles sempre conseguia uns minutos no desmontar do evento para tocar um violão e soltar a voz. Logo cedo saiu de casa e foi morar numa colônia de músicos, sem nem mesmo saber tocar direito.


Neste encontro Clemente apresentou-nos o seu livro, Meninos em Fúria (Alfaguara – 224 páginas – 2016), escrito em parceria com Macelo Rubens Paiva, conta a trajetória do Punk paulistano. Marcelo sempre esteve presente na cena e tem muita vivência em toda esta linha do tempo. Clemente é ícone do movimento punk paulistano, á frente da banda Inocentes, iniciou a carreira ainda no final do anos setenta. A banda com os seus trinta e oito anos de estrada, lançou recentemente, em abril 2019, o EP Cidade Solidão com cinco faixas, destas, três inéditas.  E a banda está saindo em turnê internacional pela Inglaterra e Finlândia. Ingrid subiu ao palco brilhantemente, com sua voz jovial e potente, repertório variado. Somado ao som de seu violão o cajón de Reeh Ferrari, sua companheira de palco e vida. Marcos Tecora, mediando e arrancando histórias dos convidados e também lendo os teus textos. Uma perfeita combinação entre música e literatura, trocando música e tocando ideias. Fatos históricos rolando no palco, em 1987 Clemente já compunha Ingrid ainda nem nascida, mas as letras tão atemporais como quase todas as composições do punk rock nacional, trouxe ao palco a música “Tambores”, os dois convidados cantaram e juntos fizeram um belo show.



Histórias do punk e músicas novas se encontram no mesmo palco, que possamos ouvir por muitos e muitos anos os dois convidados cantando e encantando. E que mais histórias sejam contadas neste palco.




      Rogério Gonzaga
     MTB  0086169/SP

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Filhos da Revolução




O ano é 2018, as personagens são jovens da periferia de São Paulo e o tema é Revolução.


Neste sábado, dia 21 de julho, serão apresentadas, no Programa Como Será, duas histórias de jovens articuladores da região sul da capital: Isaac Farias e Alex Santos. Acessem os perfis deles.


Com engajamento político, Isaac Farias será protagonista no primeiro episódio de Além do Voto, com a repórter Júlia Bandeira. Este é um ano de eleição e o seu voto pode ser uma ferramenta. Já Alex Santos, jovem estilista enraizado no Paraisópolis mostrará um pouco de seu trabalho o Projeto PIM Periferia Inventando Moda. No quadro Hoje é dia de modelo com Alexandre Henderson.


"No quadro ‘Hoje é dia de… modelo’, Alexandre Henderson entrevista Fluvia Lacerda, conhecida como a Gisele Bündchen plus size. O repórter acompanha uma sessão de fotos com Fluvia, que fala de inclusão, padrão de beleza, regime e cuidados com o corpo em geral. Nos bastidores da São Paulo Fashion Week, uma modelo iniciante e outra experiente falam dos prazeres e desprazeres da profissão. Alexandre também visita o projeto PIM Paraisópolis (Periferia Inventando Moda) na companhia do estilista e idealizador, Alex Santos. O projeto já formou inúmeros profissionais de moda, além de modelos."    
"Com a proximidade das eleições de outubro, o ‘Como Será?’ estreia neste sábado, dia 21, a série ‘ Além do voto ’, que ensina como nós, brasileiros, podemos exercer a cidadania ao longo do ano e não apenas em períodos eleitorais. As reportagens mostram iniciativas, ONGs e projetos propostos por cidadãos comuns que buscam uma sociedade mais justa para todos. Na estreia, a repórter Júlia Bandeira explica como surgem as redes de mobilização, criadas para exigir maior representação política da sociedade."                                                        Fonte: 1

"Sendo assim, as revoluções não concernem a pequenas questões, mas nascem de pequenas questões e põem em jogo grandes questões."
Aristóteles

Periferia Inventando Moda




Jovens querem plano de governo participativo



O programa começa bem cedo, mas valerá a pena para que conheçam nosso jovens da periferia trabalhando para um todo.

Consulta direito ao PIS

Olá povo!

Em tempos de recessão, temos mais que procurar alternativas para se conseguir algum.

A Lei 13.677  libera a retirada do Abono PIS/PASEP.

Para saber se você tem direito, acesse a CAIXA e consulte seu saldo.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quando eu morrer

  Há mais de dois meses, fiquei de contribuir no Grupo Tráfico de Poesias no Facebook, como o texto "Quando eu Morrer". Tudo começou quando dois integrantes escreveram quase que os mesmo dia e com a mesma características, textos com o mesmo nome. Então lancei a ideia de que escrevêssemos também.
A adesão foi bem interessante e surgiram textos bacanas e classudos sobre a hora derradeira. Alguns curtos e engraçados, outros longos e tensos. Mas cada qual lida com este assunto de uma maneira particular.
Então agora apresento:

QUANDO EU MORRER

Festa no céu e tristeza no inferno.
A pergunta será: Já é minha vez?
A morte pra mim é um consórcio, quando menos se espera, somos contemplados.
E nem precisamos estar rigorosamente em dia. Quanto mais atrasado melhor.
Verei tudo e todos que por mim passaram, será um resumo resumido de minha resumida vida.
Você estará lá com certeza. Pra me lembrar de mais coisas, que já esqueci.
Lembra do dia em que quebrei a janela da cantina da escola? Foi por tua causa.
Lembra do dia em que fomos pegos no mercado, colocando um Lollo dentro da calça?
E a briga com o time adversário por uma falta não marcada?
Falta?
Será que fiz? Faço? Ou farei?
Nessa hora a vida me dará o cartão vermelho, abaixarei a cabeça e com as mãos pra trás sairei em silêncio.
Lembrarei do biscoito de polvilho e da geleia de mocotó que sempre serviu de bálsamo para bezetacil.
Caxumba, catapora e sarampo me mostraram o que é socialismo, todos temos a nossa cota.
Não sou santo e nem vou pro céu, até mesmo porque com certeza não encontrarei ninguém conhecido, outro dia fui a um inferninho e lá encontrei quatro amigos.
Vou ficar te devendo infelizmente, mas dívida é sagrada e Deus lhe pague.
Os CDs deixo pra você legionária e os outros para a buarquista de plantão.
Os livros que tomei e nunca li, devolvo-te.
Antes apagarei as fotos em que você está comendo ou com o dedo no nariz.
No coração levarei pantera, boneca, passarinha, pulguenta, baixinha, tricolor entre chocolates e refrigerantes. Além de Dona Lúcia, Elisângela, Luana, Isaac, Fernando e você.
Mestres tenho vários, sofro da incapacidade de ser tão bom quanto eles.
Poesias vi, rascunhei mas não emplaquei e por falar em placa.
Escrevam assim:
-Aqui jaz um (artigo indefinido)!

E se quiser saber quando vai morrer, acesse:
http://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/o-relogio-da-morte/



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Trabalhadores da Prefeitura

Trabalhadores da Prefeitura
É humanamente é impossível  relatar ou registrar  tudo o que acontece em uma cidade do tamanho de São Paulo. Depois que inventaram a fotografia tudo fica mais fácil.
                                 
A  região central  de São Paulo é rica em conteúdo.  Do serviço de tapa-buracos da Prefeitura, no Vale do Anhangabaú  à avenida São João,onde a fachada de um paredão do prédio antigo é uma mistura de beleza e perigo.

Os trabalhadores  do serviço de tapa-buracos acreditam que um dia  este serviço será totalmente mecanizado  na Capital, mesmo nos calçadões.






Veja como é o socador de piso hoje: vários pedaços de madeira pregados em um cabo de enxada. A 'mão de pilão' é chamada pelos pedreiros de chupa-cabra por ser cansativa.




Em outra cena um homem puxa água com a boca na mangueira de um tambor em  cima do caminhão para fazer  massa de concreto. Mesmo assim são felizes: têm emprego.

                                               Devanir Amâncio    






segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tá lá um corpo estendido no chão

Nas periferias do país todo, estamos acostumados a ver esta cena.
Um corpo estendido no chão e com a população em volta, curiosos, amigos e familiares. As crianças acabam se deparando com isto no dia-a-dia e acabam crescendo achando isso normal. Os jornalistas, adoram serem os primeiros a chegar, fotografar, filmar, linkar...
E na tela o apresentador fanfarrão chama a atenção e segura o povo, sed...entos por notícias ruins, tragédias e sensacionalismo barato, pois o povo, precisa ter estes assuntos para trocar. Todo mundo vai saber, comentar e perguntar. Isso é igual novela! Todos negam, mas todos assistem e gostam. Correm pra casa pra ver.
Se juntam em frente a TV para debater, mas não conversam sobre as coisas verdadeiramente importantes na vida. Mas é por isso que existem pessoas diferentes neste mundo. Este rapaz esticado neste chão cinza e rodeado de olhares atentos ao seu corpo é um vencedor! Com sua aparência simples de bom moço, amigo, companheiro, excelente músico e professor. Neste momento beijando o chão, sim o chão. O solo sagrado do artista de rua, que não tem IBOPE na grande mídia, que não tem reconhecimento entre as grandes estrelas, não tem alto salário e nem é perseguido por reportares e fotógrafos. Mas ele está ali, matando a curiosidade do povo em volta ao seu corpo esticado na calçada.
Mas esta cena diferentemente do que possa parecer, não é, ou pelos menos não é reportada com a proporção devida, tão corriqueira e casual como se possa imaginar.
Este corpo representa a arte.
E não a arte de prender atenção na mídia com tragédia, com fofoca, com BBequices!
Este corpo faz parte de um espetáculo!
E nós somos os premiados em assisti-lo e conhece-lo.
Pois a TV não mostrou e você que ficou em casa assistindo os mesmos de sempre, perdeu!
E pode até não entender nada, mas este corpo, não está frio, não está jogado, não está abandonado. Os olhos não são de dor, de tristeza, de sofrimento, são olhares de alegria, de admiração e as pequenas mãos, não cobrem o rosto, elas aplaudem!

E faremos igual!

Parabéns pela apresentação: Alexandre Guarani Kaiowá Matos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Clube de trocas solidárias de CEU Jardim São Luis comemora dois anos

Na tarde de sábado (13), o Clube de Trocas do CEU Casa Blanca comemora dois anos de atividades. Realizado sempre no segundo sábado de cada mês, os encontros objetivam a troca solidária de serviços, roupas, calçados, artesanato, alimentos na cidade do Jardim São Luis, brinquedos, livros e utensílios domésticos, compartilhando uma nova maneira de negociar itens em boas condições que podem ser usados por outras pessoas e mão de obra.
Para Sirlene Araújo Dias, Auxiliar Técnica de educação do CEU, o Clube de Troca mobiliza as pessoas e faz com elas valorizem mais itens que antes eram descartados com facilidade. “Hoje, muitos me dizem que não jogam nada fora se estiver bom. Lembram que podem trocar pode outra coisa que precisam mais no momento”. E a conscientização atingiu até os pequenos, já que entre os frequentadores assíduos está um grupo de crianças da região. “Eles trazem brinquedos, roupas. Já entenderam a importância dessa troca e frequentam o Clube há mais de um ano”, explica Sirlene.
Além disso, ela conta que para muitas pessoas da terceira idade os encontros se tornaram um momento de lazer, já que palestras sobre diferentes temas importantes para a comunidade da região foram inseridas na programação, com o intuito de levar informações de qualidade aos participantes. “Para o aniversário de 2 anos escolhemos uma palestra sobre Direitos Humanos, para que a comunidade entenda o que é e para quem serve. Em maio, o assunto tratado será a autoestima da mulher”, diz.
Para participar, basta levar produtos em perfeito estado que possa ser útil para outro participante. E quem tiver dúvidas sobre o ‘preço’ do que irá trocar, a organização ajuda os interessados a estipular o valor médio de cada item seguindo uma lista da Moeda Social usada pelo Clube, que é a EcoSampa, da Rede Paulista de Trocas Solidárias. No caso dos serviços, o mesmo critério será adotado.
O Clube de Trocas do CEU Casa Blanca será realizado das 13h às 16h.
O centro educacional está localizado na Rua João Damasceno, s/nº – Vila das Belezas. Informações pelo telefone: 5519-5244.

terça-feira, 19 de março de 2013

Copa , lixo e bolas: queremos um campeonato limpo

Copa , lixo e bolas: queremos um campeonato limpo.
 
Milhares de bolas espalhadas pele cidade não ficaria bonito ?
Lixeiras bolas, em estudo, desenhadas por Everton Santana - projeto de intervenção urbana idealizado para a Copa do Mundo de 2014 .

Não basta apenas criticar as atuais lixeiras ou papeleiras de rua . É preciso apresentar soluções, alternativas.

O ideal é que a 'bola lixeira' fosse adotada no conjunto de diretrizes de políticas públicas da cidade - com licitação. Talvez não haja tempo necessário para isso, podendo o projeto ser implementado com a participação de empresas de responsabilidade social que se identifiquem com a causa.
Lixeiras em São Paulo sofrem com a cultura do vandalismo. São atacadas por ações animalescas . Na periferia são apedrejadas como se fossem Judas -, um estudo comportamental explicaria o sentimento órfão de cidadania dos vândalos. Não bastasse o vandalismo muitas lixeiras são esquecidas, como as bocas de lobo.

A cidade carece de um novo conceito de limpeza pública, de lixeiras compatíveis, de pedagogia do lixo e do paisagismo .

Desde janeiro, no Campo Limpo, Zona Sul, a subprefeitura com a ajuda de cidadãos esclarecidos trava batalha permanente para manter o bairro sem sujeira. Não é fácil. A falta de consciência e bom senso de inúmeros munícipes são gritantes. Caso de polícia a falta de respeito dos sujões com o espaço público.
A subprefeitura desatolou da sujeira uma área pública na rua Luís Carlos de Moura Campos. Uma grande conquista da cidadania. Os moradores do entorno do antigo lixão ficaram orgulhosos. A área, depois de anos, respira vida - 45 caminhões de lixo de 12 toneladas foram retirados do local, segundo a supervisão municipal de limpeza. Quinze dias de trabalho e acompanhamento intenso da subprefeitura.
Subprefeito, chefe de gabinete e supervisor de limpeza assumiram uma postura bastante firme:
"Se não limpar tudo vai levar multa." Pois a empreiteira responsável pela limpeza adquirira o hábito de fazer o serviço pela metade.

Agora todos começam a entender o que é a campanha "Quero limpo o Campo Limpo".
É simples: a subprefeitura cobra resultados das concessionárias, fiscaliza de perto, e a população abraça o espaço público transformando - o em ponto de encontro, convivência e lazer.
Se as demais subprefeituras seguirem o exemplo da Subprefeitura de Campo Limpo, até a Copa do Mundo teremos uma cidade mais bonita e respeitosa com o ambiente urbano.
O próximo alvo da subprefeitura será o Metrô Capão Redondo . É inadmissível ter uma estação ilhada pelo lixo. Moradores e comerciantes serão convidados a zelar pelo ambiente. O próprio Metrô deveria dar sua contribuição - com certeza ajudaria a melhorar sua imagem como companhia socialmente responsável.
Trabalhar o lixo na avenida Carlos Lacerda, no Jardim Rosana, onde entulhos ficam em formato de leira de plantar batata - doce no meio da pista é outro desafio da subprefeitura. A feira livre do Parque Fernanda não é diferente. A Secretaria Municipal de Serviços e Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) precisam agir: exigir da Ecourbis - empresa concessionária de coletas, que providencie com urgência contêineres de lixo que há muito tempo deixaram de existir no Parque Fernanda e Valo Velho.
A responsabilidade - dar ao lixo destinação adequada - tem que ser exigida dos grandes geradores de resíduos sólidos domésticos acima de 200 litros. O desenvolvimento chegou à periferia e o lixo empresarial está totalmente desorganizado. Em muitos bairros o destino responsável inexiste. [...]

Voltamos às bolas. Independentemente da intervenção urbana 'lixeira bola', continuo achando que a própria Prefeitura realize um concurso para escolher a lixeira ideal para São Paulo. São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo) e Secretaria Municipal de Serviços poderiam pensar na sugestão.


Bola mexe com o imaginário de milhões de pessoas.Tem apelo universal. Pode e deve ser usada para mudar a cidade e o planeta. Provoca temas pedagógicos relevantes .

Estamos a pouco mais de um ano da Copa do Mundo e sonhamos com um campeonato limpo. As bolas lixeiras pedem cidadania para a cidade. Portanto, lixo nelas ! Adote essa ideia. Ma elas são fictícias? Um estudo. A mente humana permite esta viagem. Hoje é apenas uma ideia, amanhã pode ser o acontecimento da intervenção urbana na prática. Milhares de bolas espalhadas pele cidade não ficaria bonito ?
É curioso como bolas chamam a atenção. Grande é a curiosidade humana. Muitos olham para o desenho da lixeira bola e perguntam: "Quem vai fazer?" Sem novidades! Bola sempre esteve associada a sucesso, paixões individuais e coletiva, dinheiro, mulher bonita e alguns escândalos.

A criação da lixeira bola tem um ideal: despertar interesse pelo bem comum, conversar com as pessoas, interagir com a cidade.

Sobra de texto: lixo, leilão e vereador.
Outra questão preocupante na cidade de São Paulo é o desperdício de restos de podas de árvores.
Um leilão de madeira daria destino devidamente sustentável a troncos e toras de árvores doentes ou arrancados pelo vento em tempos de chuva. Atualmente grande parte das sobras tem ido para aterros.
Entidades assistenciais poderiam ser beneficiadas com o leilão de madeira.
Vale lembrar que, a Escola da Madeira criada pela Prefeitura , para aproveitar a madeira de podas na fabricação de brinquedos simplesmente ainda não saiu do papel - gerando prejuízos ecológicos ao município.

Como se sabe - lix, podas de árvores, escola da madeira, fiscalização também deveriam ser assuntos dos vereadores. Mas pelo andar da carruagem na Câmara Municipal de São Paulo, está cada vez mais difícil tratar de questões urbanas.

A maioria dos vereadores sequer responde e-mails dos munícipes mesmo quando o assunto é cultura e educação. Sempre são vistos correndo pelos corredores - o que não acontece durante a campanha pela reeleição. Júlio Navega, do perseguido Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (CDMSP) é testemunha.
Devanir Amâncio

sexta-feira, 8 de março de 2013

Jornal da Poiesis


Estado de alerta no Assentamento Milton Santos

Estado de alerta no Assentamento Milton Santos
A nossa luta não acabou.
Recebemos informações de que no dia 21 do mês passado, a Usina Ester entrou no TRF (Tribunal Regional Federal) pedindo o cancelamento da suspensão da liminar de reintegração de posse do Assentamento Milton Santos.
A liminar de reintegração de posse tinha prazo final para o dia 30 janeiro. Mas, após 12 dias em luta, pressionando o governo a assinar o Decreto de Desapropriação por Interesse Social, conseguimos o cancelamento desta reintegração de posse; o que representou uma vitória parcial para as famílias assentadas.
Como esperávamos, porém, a Usina Ester recorreu desta suspensão, e novamente a recurso retorna para o julgamento dos desembargadores.
Nós, assentados,vivemos essa angústia desde junho do ano passado. Por isso sempre reivindicamos que a única medida que resolveria definitivamente o problema é a assinatura do Decreto de Desapropriação por Interesse Social pela presidenta Dilma Rousseff.
Até que o caso seja julgado, continuaremos produzindo alimentos saudáveis e pressionando o governo federal a assinar este decreto. E pedimos para que todos apoiadores, aliados e defensores da causa fiquem, assim como nós, em estado de alerta. Se for necessário, não pensaremos duas vezes para retomar novos processos de luta e enfrentamento.

Fique atualizado sobre as notícias no site www.assentamentomiltonsantos.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

Tekoha Laranjeira Ñanderu - Rio Brilhante - MS

Informativo da Aty Guasu Guarani e Kaiowá contra genocídio
Hoje (domingo) 03 de março de 2013, por volta da 19h00min, já à noite, uma das lideranças de tekoha Laranjeira Ñanderu- município de Rio Brilhante-MS ligou e comunicou que várias caminhonetes com as luzes apagadas e transportaram vários homens em cima da carroçaria e se juntaram perto do acampamento indígenas de tekoha Laranjeira Ñanderu. Diante de cerco de caminhonetes e homens das fazendas, comunidades Guarani-Kaiowá assustadas, em desespero com as crianças correram e abandonaram as suas barracas e se esconderam na mata. O líder da comunidade tentou a comunicar ao coordenador da FUNAI de Dourados-MS, mas hoje é domingo. A liderança de tekoha Laranjeira Ñanderu em litígio pediu para comunicar a todos (as) o fato acontecido entorno da Laranjeira Ñanderu que o cerco de homens das fazendas começaram hoje. Além disso, o líder narrou que há dias, ele está sendo procurados pelos não índios e recebendo ameaça de morte. Segundo a liderança, um dos motivos provável de ameaça de morte é por conta de decisão da Justiça Federal favorável aos indígenas Guarani-Kaiowá, “Justiça Federal mandou liberar a entrada de assistência para nós que a estrada de acesso ao acampamento que estava bloqueada pelo tronco grosso, juiz mandou retirar”, depois disso, “o fazendeiro ficou muito bravo”.
O líder contou que na semana passada começou a perícia antropológica na tekoha Laranjeira Ñanderu que “o fazendeiro estava furioso também e hoje começou o cerco de homens das fazendas por aqui” e “estamos cercado aqui e com medo de ser atacados e violentados pelos pistoleiros da fazenda, hoje vamos dormir na mata escondida” disse a liderança Guarani-Kaiowá de Laranjeira Ñanderu.
Mais informações só amanhã 04/03/2013, retornaremos a comunicar a todos (as) do fato acontecido na comunidade Laranjeira Ñanderu.
Que o ÑANDERU TUPÃ NGUSU (deuses guarani-kaiowá) proteja essa comunidade dos perigos dos pistoleiros.
Atenciosamente,
Tekoha Guasu Laranjeira Ñanderu, 03 de março de 2013
Conselho da Aty Guasu;

sexta-feira, 1 de março de 2013

Grupo Rosa dos Ventos

Olá, amig@s, parentes, pretendentes, credores e artistas,

O Grupo Rosa os Ventos estará no SESC Ipiranga com o Saltimbembe Mambembancos dias 02, 09, 16 e 30 de março!

Não percam e indique para as pessoas conhecidas! http://www.sescsp.org.br/sesc/busca/index.cfm?unidadesdirector=53
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Saltimbembe Mambembancos é uma festa popular em que os palhaços seapresentam como artistas saltimbancos, formando uma roda na praça para exibir suas habilidades, músicas e divertir as pessoas.

O espetáculo é um encontro para rir de si e das personagens, é arte de rua! As técnicas de malabarismo, acrobacias de solo e perna de pau são mostradas sem formalidades e acompanhadas por música ao vivo. O público é levado a uma época anterior ao circo itinerante, quando as artes circenses eram apresentadas por artistas saltimbancos.

Saltimbembe já foi assistido por mais de 100 mil pessoas em 10 estados brasileiros!

Além das nossas apresentações no SESC Ipiranga, o mês de março terá mais coisa boa como o Festival de Teatro Popular em Londrina, a mostra Águas de Março em Franca e o II Seminário de dramaturgia dos amigos Pavanelli, vejam a nossa agenda do mês:

02 de março – SÃO PAULO SP
SESC IPIRANGA
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Local: Área Externa SESC IPIRANGA Horário: 16 horas
09 de março – SÃO PAULO SP
SESC IPIRANGA
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Local: Área Externa SESC IPIRANGA Horário: 16 horas
De 13 à 16 de março – SÃO PAULO SP
II Seminário Nacional de Dramaturgia pra o Teatro de Rua
Local: Sedes dos grupos Pombas Urbanas, Núcleo Pavanelli e Buraco d’Oráculo.
16 de março – SÃO PAULO SP
SESC IPIRANGA
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Local: Área Externa SESC IPIRANGA Horário: 16 horas
17 de março – FRANCA SP
MOSTRA AGUAS DE MARÇO – Federação do Teatro Amador do Nordeste Paulista
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Local: Praça Barão Horário: 12 horas
Entre 21 à 24 de março– LONDRINA PR
FITO Londrina – IX Mostra de Teatro Popular de Londrina PR
Espetáculo: A Farsa do Advogado Pathelin
Local: à Confirmar Horário: À cofirmar
30 de março – SÃO PAULO SP
SESC IPIRANGA
Espetáculo: Saltimbembe Mambembancos
Local: Área Externa SESC IPIRANGA Horário: 16 horas
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Comprar ou alugar?

Este simulador para planejamento de investimento em imóveis auxilia a escolha (baseada em critério financeiros) entre comprar ou alugar um apartamento (ou casa). Alugar um imóvel (casa ou apartamento) ao invés de comprar pode valer a pena, mas depende de diversos fatores que afetam diretamente ambas alternativas.
Hoje em dia, podemos usar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como parte do pagamento na aquisição de imóveis. Usar o FGTS na compra da casa própria pode ser muito vantajoso, pois dinheiro no FGTS rende pouco, e qualquer uso inteligente deste dinheiro compensa. Este fator pode ser decisivo na escolha entre financiar o imóvel (permite o uso do FGTS) e alugar o imóvel.
As condições de financiamento replicadas neste modelo são as de amortização pelo método SACRE (comumente usado pela Caixa Economica Federal). Outro método disponível é o chamado SAC, que não apresenta alterações substanciais para os objetivos da análise abaixo.
Esta ferramenta tem caráter meramente ilustrativo. Cada escolha de investimento está sujeita a riscos não abordados nessa ferramenta. Fatores de cunho emocional como o apego a um imóvel próprio, autonomia para decisões de reforma e alterações no imóvel, e qualquer outro fator não financeiro não são considerados nessa análise, e podem ter um peso grande na satisfação com o investimento feito.
Comprar ou alugar um imóvel é uma decisão importante, e o aspecto financeiro é apenas uma das variáveis envolvidas, mas sem dúvida muito importante.



Para simular  que compensa acesse:

http://vocesa.abril.com.br/servicos/calculadoras-e-simuladores/comprar-ou-alugar-imovel.shtml

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tempo de terror no Jardim Rosana

O momento da tragédia já ganhou várias versões, que correm pelo Jardim Rosana, bairro da região do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Eram pouco mais de 11 da noite e o dono do bar já tentava despedir a freguesia: “Gente, está na hora de fechar”. Havia semanas circulavam na região as ameaças feitas por policiais de que “coisas ruins poderiam acontecer”. Na prática, avisos como esse são interpretados como um toque de recolher – e o fato é que o perigo era iminente.
Os assassinos encapuzados chegaram ao bar anunciando: “Polícia!” Nesse ponto, não há divergência entre as versões, até porque as ameaças ouvidas por várias pessoas no bairro eram claras: a ação era uma vingança por alguém do bairro, dois meses antes, ter gravado e enviado à TV Globo um vídeo do momento em que policiais abordavam e aparentemente executavam Paulo Batista do Nascimento, o Limão, morador daquela mesma rua. Cinco PMs foram presos em novembro, depois da exibição das imagens – eles haviam registrado no boletim de ocorrência ter encontrado o corpo já sem vida em uma viela.
Há quem diga que, ao ouvir anúncio de que se tratava de policiais, Laércio, que estava próximo à porta do bar, gritou a resposta chave: “Calma, aqui só tem trabalhador!”
Só depois de ter levado um primeiro tiro na perna, a despeito de sua advertência de que não havia “vagabundos” no recinto, Laércio teria xingado: “Seus filhos da p…”. Outros dizem que ele os chamou de “covardes”. Há também gente que estava no bar, no momento do crime, que conta que não houve tempo de dizer nada.
Mas há quem lembre que, depois do grito “Polícia”, Laércio teria dito: “Não tenho medo de vocês, seus covardes”. Ou foi como se dissesse: na sequência, virou-lhes as costas – tanto é que tomou a coronhada de uma escopeta na nuca, antes de ser executado com vários tiros que o atingiram de costas, como me dizem. “Ele morreu como um homem, eles mataram como covardes”, emenda o narrador que, como quase todos os entrevistados, pede que seu nome não seja revelado.
Até o momento eram seis os policiais militares presos pela chacina que vitimou sete pessoas no dia 4 de janeiro, num bar na rua Reverendo Peixoto da Silva, no bairro do Jardim Rosana, zona Sul de São Paulo. A investigação policial e a Justiça vão compor sua própria versão sobre esse episódio trágico em que morreu o protagonista das histórias acima, o DJ Lah, Laércio de Souza Grimas, 33 anos, integrante do grupo Conexão do Morro. Mas poucos no Rosana acreditam que o crime será esclarecido até o fim.
Já se sabe que não é verdadeira a primeira versão que circulou, a de que teria sido Laércio o autor do vídeo exibido na Globo. Os moradores do bairro insistem: o responsável pela denúncia saiu dali logo depois de ter registrado as imagens. “Chegaram a dizer que o DJ tinha dito por aí que ele teria gravado. Isso não é verdade, estão querendo usá-lo como bode expiatório”, explica-me um deles.
A indignação é geral. Covardia é a palavra mais ouvida para descrever o que aconteceu. Todos os que morreram no bar eram “trabalhadores”, termo que na periferia paulistana significa o oposto de tudo o que deveria ser alvo da polícia: crime, vagabundagem, “vida fácil”. Quem vive ali encara um cotidiano árduo, feito de ocupações cansativas e mal pagas, além de horas de transporte público para chegar ao emprego, que frequentemente fica “da ponte pra lá”.
Não há como determinar se a expressão foi forjada pela canção dos Racionais MC’s ou se foram os rappers que captaram o termo que já circulava. Mas o fato é que para quase todos ali o mundo paulistano se divide entre os que vivem de um lado ou de outro das pontes do rio Pinheiros.
“Tá pensando que você está nos Jardins?”, alguém se lembra de ter ouvido de um policial durante um enquadro, depois de ter cobrado uma abordagem mais respeitosa. Os Jardins – uma das regiões mais ricas de São Paulo – ficam, claro, do outro lado da ponte.
Há muito o rap denuncia esses maus tratos, que não raro se convertem em violência mortal. O protesto contra a violência policial é a marca do Conexão do Morro desde que o grupo do DJ Lah começou a se destacar na cena paulistana, no final dos anos 90.
O single de estreia do trio, que veio à luz por volta de 1998, se chamava, justamente, “Saiam da mira dos tiras”. “São eles é que forçam, são eles que atiram/ Reze pra sobreviver”, completava o refrão. Laércio tinha pouco mais de 18 anos nessa época, e foi também nesse período que nasceu sua primeira filha.


Spensy Pimentel

Chacinas

Indignação, medo e desconfiança da polícia imperam na comunidade atingida pela chacina de 7 trabalhadores em janeiro, entre eles o DJ Lah; 6 PMs estão presos, mas pelo menos 14 foram vistos na cena do crime -


reportagem completa em

http://www.apublica.org/2013/02/tempo-de-terror-rosana/