segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CORDEL DO FOGO ENCANTADO.

Literatura de Cordel
Poesia popular característica do Nordeste


Literatura de Cordel é o nome dado às histórias do romanceiro popular do sertão Nordeste do Brasil (em especial Pernambuco, Paraíba e Ceará). A origem do nome "Literatura de Cordel" está em folhetos de impressão precária e expostos à venda pendurados em varais de barbante. O nome vem de Portugal, onde esse tipo de folheto de literatura popular também era produzido. Também eram encontrados em países como Espanha, França, Itália e Alemanha.Esse tipo de folheto surgiu na Idade Média, por volta dos séculos 11 e 12. Com a invenção da imprensa (1450), essa literatura que até então era oral e recitada por jograis e menestréis ambulantes, passou a ser vendida em folhetos de papel ordinário e preço barato. Surgia, assim, a literatura de folhetos.
Literatura de Cordel no BrasilA literatura de cordel chegou ao Brasil com nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e nos demais estados do Nordeste, onde encontrou um terreno fértil. Por volta de 1750, apareceram os primeiros poetas populares que narravam sagas em versos, visto que a maioria desse povo, sequer sabia ler e as histórias eram decoradas e recitadas nas feiras ou nas praças. Às vezes, acompanhadas por música de violas. Portanto, surgiu também no Brasil, como literatura oral, característica fundamental da cultura popular.Enfim, foram esses cantadores do improviso, itinerantes, os precursores da literatura de cordel escrita. E verdadeiros repórteres, pois eram eles quem divulgavam as notícias nos lugares mais longínquos, especialmente, os acontecimentos históricos do Brasil, narrados em verso. O fenômeno só despertou o interesse dos estudiosos letrados em fins do século 19, começo do século 20. O poeta paraibano Leandro Gomes de Barros é considerado por esses pesquisadores, o primeiro a imprimir e vender seus versos, por volta de 1890.
Temas da Literatura de Cordel na riquíssima literatura de cordel nordestina há uma grande variedade de temas, tradicionais ou contemporâneos, que refletem a vivência popular, desde os problemas atuais até a conservação de narrativas inspiradas no imaginário ibérico (incluída aí a tradição que remonta a invasão da Península pelos mouros). Assim, não é difícil compreender histórias de cavaleiros medievais, nem um folheto como o "Romance do Pavão Misterioso", onde encontramos nítidas influências das celébres "Mil e Uma Noites".Mas não há limite na escolha dos temas para a criação de um folheto, que tanto pode narrar os feitos de cangaceiros, as espertezas de heróis como João Grilo e Pedro Malasartes ou uma história de amor, ou ainda acontecimentos importantes de interesse público, como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Também são comuns os temas sobrenaturais, como a chegada de Lampião no Inferno ou a realização de profecias de Antônio Conselheiro. Com o advento dos meios de comunicação de massa, os astros da TV também passaram a aparecer como personagens de cordel.
Meios de comunicação de massa por outro lado, rádio e TV, com sua ação padronizadora, foram levando para o sertão os elementos mais característicos da cultura urbana e concorrendo com a literatura de cordel. Porém, se os folhetos hoje não fazem o mesmo sucesso que fizeram em outras épocas, eles ainda não desapareceram e são encontrados também nas comunidades nordestinas que habitam as grandes cidades brasileiras, como Rio e São Paulo.
Métrica e rima os folhetos de cordel brasileiros (também chamados "folhetos de feira"), com textos poeticamente estruturados, têm a sextilha (conjunto de seis versos) como estrofe básica, mas há também as septilhas, oitavas e as décimas (respectivamente sete, oito e dez versos, este último também chamado "martelo").A métrica dos versos é em geral a redondilha maior, ou seja, os versos de sete sílabas, mas sem o rigor que vigora na poesia erudita. Finalmente, têm rimas e vocabulário simples, mas nem por isso perdem - antes ganham - em valor estético. Os folhetos são ilustrados principalmente com xilogravuras, ou seja, gravuras rústicas feitas a partir de entalhes em chapas de madeira. Por fim, convém lembrar que há produções semelhantes em alguns países da América hispânica, como Argentina, Nicarágua, México, Colômbia, Chile e Venezuela. Todavia, nossos vizinhos denominam sua produção poética de el corrido, e são sempre cantadas.
Aqui em São Paulo, mais especificamente no centro, encontramos bancas que vendem alguma coisa de literatura de cordel, na verdade é muito fácil de ler, uma leitura rápida e eficiente.
O problema maior é conseguir entender todas as palavras, muitas delas são usadas apenas nas regiões Norte e Nordeste, apesar da grande populãção sudestina ser descendente de lá, por vezes fica incompreensiveis as palavras usadas.
Mas vale a pena ler, é cultura pura do povo brasileiro!
Sou o palhaço do circo sem futuro!

É proibido proibir?

É justo proibir o uso do celular na sala de aula?
Em muitos lugares do Brasil e do mundo já vigora a proibição do uso de celulares em sala de aula. Em outros, a ideia está em discussão. Conforme noticiou o UOL Educação, em janeiro de 2010, na rede municipal de ensino de Juiz de Fora (MG) não somente os celulares foram proibidos, como também os bonés. A situação com certeza é polêmica. Trata-se de mais um caso em que a esfera pública (o Estado) resolve invadir assuntos da esfera privada, como na restrição ao fumo em locais fechados? Os legisladores estariam se intrometendo em questões da vida individual do estudante que não lhes dizem respeito? Ou são os jovens que abusam e não conseguem compreender quanto o uso do celular, durante a aula, lhes é prejudicial? O que você pensa da proibição do celular em sala de aula? E do boné?
Seja lá como for, eu estarei perdido no começo das aulas, em primeiro de Março.
Sempre estou de boné e sempre ando com o celular, até desligo-o, mas o boné?
Ou uso ou não!
Na verdade querem mandar em nossas vontades!
Não posso querer nada, pois sempre vai ter alguém pra dizer que não posso!
Que merda!!!
Mas me deixa que hoje estou de bobeira!

HOJE É FOLGA!

Outra vez, estou aqui no trabalho!
Segunda-feira, de carnaval, véspera de feriado e a cidade está vazia.
Um belo dia de sol forte e céu aberto, azul como não se vê todos os dias, principalmente nos feriados, que sempre chove para estragar a vida de quem vai viajar.
Como eu não viajo, apenas nas idéias, vou seguindo aqui....
Muita gente está passeando uma hora dessas, curtindo o verão, a familia e os amigos!
Mas hoje é folga, moralmente, na pratica não!
Mas como sou do contra, não vou escrever!
Bom feriado á todos!!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Durante o Carnaval

Todos sabemos que a vida começa após o Carnaval.
Sempre deixamos para depois da festa passar, na avenida com o samba popular, na boca do povo o enredo das escolas contando histórias mil.
Cada uma com o seu tema e seu ponto de vista!
Enquanto isto, vamos levando a vida, continuamos a trabalhar, correndo atras do pão de cada dia. A cidade não para, todo dia é a lesma lerda, ônibus, trem e metrô lotados, a maior concentração de pessoas por metro quadrado da cidade é dentro de um vagão.
A população corre a semana toda e pensa em se divertir ao chegar o grande dia, na sexta-feira primeiro dia dos desfiles, encontrei várias pessoas no trem carregando suas fantasias, para sairem do trabalho e irem direto ao Anhembi.
A minha fantasia é sempre a mesma, calça e camisa da empresa e sapato apertado.
Mas bem que gostaria de troca-la por umas daquelas em que pelo menos um dia seria Rei e dançaria ao lado de uma musa, seja ela atriz, cantora, ex-BBB ou qualquer uma outra nulidade rebolante.
Afinal estamos no país do futebol e do carnaval.
Teve até desfile fenomenal, unindo as duas maiores paixões do brasileiro.
Mas esquecem-se que este mesmo país é o dos escandalos, mensalões, cassações de mandatos e até que enfim prisão de governador por denuncia de corrupção.
Mas vivemos em um país também superticioso, onde colocamos arruda atras da orelha pra tirar mal olhado, tenho uma idéia, colocarmos arruda atras das grades, para mostar aos outros que não estamos de brincadeira!
E tomara, que a liberdade dele não começe depois da apoteose, nem após as doze horas da quarta-feira de cinzas!