terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Comboio


                                            Comboio dos pobres

  A importante observação de Francisco dos Santos, no Blog do Mílton Jung ,chamando a atenção para um "comboio de kombi" que transportava carrinhos e ambulantes , possivelmente na  Estrada de Itapecerica ,próximo ao Terminal João Dias,Zona Sul,  motiva uma proveitosa discussão. Comboios    como este são  muito conhecidos ( alguns   suspeitos e odiados)  pela população  dos grotões  de pobreza da Grande São Paulo  . Eles vendem queijo , 'danone  caseiro ', carne seca ,mel , roupas de cama,mesa e banho e muitas bugigangas. Pães não se vê mais. Vendem para receber no final do mês ou em três vezes. No Jardim Jangadeiro,  Jardim Ângela ,Capão Redondo , os pobrezinhos - a um passo da "classe C" - estão endividados com as "lojas ambulantes". São como agiotas ou piores.Ai de quem não pagar. A cobrança  fica por conta de um "Xerife". Os índios, em Parelheiros,Zona Sul e, no Jaraguá ,zona oeste de São Paulo, estão devendo até a alma para os  'ambulantes deliverys', que poderiam ser chamados de empresários da miséria e  necessidade alheia . Tem gente  do ramo que tem frota de kombi e até de caminhão. Sabe-se lá Deus a procedência da mercadoria.Não podemos generalizar. A maioria dos jovens (vendedores) que empurram os carrinhos ,subindo e descendo  morros - quase sempre - é menor de idade ,se alimenta e se veste mal;tem a aparência debilitada pelo desânimo, é semi-analfabeta Eles saíram  do sertão do nordeste e outras regiões do Brasil  em busca de uma vida melhor. Vale a pena aprofundar  o debate neste " comboio  comercial". Assunto para  o Ministério do Trabalho  e a  Vigilância Sanitária. 

A  gari dona Antônia do Grajaú diz que  essa gente não tem nada dos mascates de antigamente,lá de Minas e Paraná: "Eles eram honestos,donos do próprio negócio. Quando chegavam,na época de colheita , era uma festa. Dormiam na casa do freguês,parecia da família."

                                        Devanir Amâncio

Piscinão da Sé



                     Piscinão da Sé

 O morador de rua Marco Antônio aproveita a tarde de sol  quente  (segunda-feira/5) no espelho d'água da Praça da Sé, centro de São Paulo. Parte da  população de rua -  além de tomar  banho - lava suas roupas no local, que é chamado pelos mendigos  de piscinão.

                                                            Devanir Amâncio