sexta-feira, 24 de outubro de 2008

PODRES PODERES

São Paulo, 23 de Outubro de 2008.



Obrigado, povo!

Foi linda a franqueza dos presentes diante tal situação, pois fiz papel de mentiroso na sala da direção, envolvido entre professoras e diretora.
Disseram até que eu estava inventando coisas, quem me dera ter o dom da invenção, teria eu “prototipado” assim como fiz agora, um belo produto para apresentar na FETEC.
O que disse lá, não foi mais do que a sala também compartilhou e afirmou diante as minhas perguntas, cheguei à sala e apenas perguntei, a grande maioria respondeu exatamente a verdade, nada foi ensaiado ou encomendado.
-Ouviram falar em repasse do dinheiro arrecadado na FETEC á Escola?
-Alguém sabe quem é o nosso professor orientador do curso?
Apesar de ser um aluno ausente procuro saber o que se passa, com estas informações fui atrás de esclarecimentos, pois tudo sempre nos chegou por vias tortas.
As perguntas que fiz á classe, foram exatamente as do debate, onde fui chamado, repito de inventor, talvez ela tenha tentado dizer outra coisa, mas como tenho problemas e sempre distorço as informações, entendi assim.
E jamais uma diretora de ensino chamaria um aluno, ausente, mas pelo menos matriculado, de outra coisa a não ser de inventor, me senti um Professor Pardal.
Pelo menos o Feudalismo chegou ao fim, um pouco atrasado é verdade, mas chegou. Não teríamos mais que repassar aos senhores, parte de nossa arrecadação, ou será que a classe toda distorceu a informação?
Milagres acontecem também, nesta feira livre, apareceu o nosso orientador do curso, “Mestre” Alcides, como bem foi colocado, ele sempre esta disposto a ajudar.
Ainda acredito que não tenha ficado clara a idéia da obrigação ou não em apresentar a FETEC, caso o aluno apresente, será olhado com outros olhos pela direção, caso não apresente, nem tente contar com eles como ficou clara a declaração da Castor.
Então se não vamos perder nada com isso, apenas deixaremos de ganhar, eu opto por não apresentar e pelo visto a maioria.
Aos grupos que participarão, serão lembrados com carinho.
Pois bem, ninguém foi obrigado a quere não participar da feira, foi uma opção escolhida por cada um dos que assinaram fazendo valer nossa liberdade de escolha.
Uma instituição de ensino não pode nos coagir a fazer algo para satisfazer o ego.
Sob pressão, quase uma ameaça terrorista, “se não apresentar o trabalho, estouro sua nota!” ou um seqüestro, “entrega o trabalho, te libero a nota!”.
Na grade curricular irá constar a nota tirada em sala de aula. Então pra que expor?
Seja feita a nossa vontade!
Cantemos....
“ enquanto os homens exercem seu podres poderes...”